quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Análise do conto “O gato preto” de Edgar Allan Poe


No conto de Edgar Allan Poe, “O Gato Preto”, faremos uma análise comentada do conto e abordaremos tópicos como a macroestrutura e tema, a ação, a biografia do autor, o narrador, focalização o tempo e o espaço trabalhado que fazem parte do texto narrativo e que servem para a compreensão do leitor.

Macroestrutura e Tema:
De acordo com o texto sobre o texto narrativo, a Macroestrutura é o conteúdo essencial do texto. É na macroestrutura que encontramos os elementos para o desfecho da história. É um relato da vida do personagem para que com essas características a ação possa ser consumada. É o caso quando o narrador, conta como se casou, que tinha muitos animais e descreve o gato que é o assunto principal do texto. Falando em assunto Principal, o Tema é o que será abordado em um texto. No caso do Conto “O Gato Preto”, o tema a ser abordado é a convivência do Narrador com o gato Plutão.

Como se dá a ação:
A partir do momento em que o narrador se diz um dependente do álcool e que já não tratava mais tão bem a sua esposa e consequentemente os seus animais, inclusive o gato em questão, ele, numa noite qualquer, chega embriagado em casa e percebe que Plutão, o gato, evita a sua presença e com raiva, o narrador primeiro arranca um olho e em outro momento mata o gato enforcado de forma perversa mas com um profundo arrependimento. Desde então a vida do homem que narra o conto muda completamente e pra pior.

Biografia de Edgar Allan Poe:
Edgar Allan Poe nasceu em Boston, no dia 19 de Janeiro de 1809. Poe estudou em Londres na Stoke-Newington; algum tempo depois continuou seus estudos de volta a Richmond, na Universidade Charlotteville. Allan Poe, apesar de muito inteligente era também muito genioso, e isto lhe valeu a expulsão desta universidade.

Edgar Allan Poe era um jovem aventureiro, romântico, orgulhoso e idealista. Continuou seus estudos em Virgínia, mas também foi expulso por não se enquadrar nos padrões comportamentais daquela época. Na verdade, Allan Poe era um boêmio que vivia no luxo, se entregando à bebida, ao jogo e às mulheres. Mais tarde, foi para a Grécia e ingressou no exército lutando contra os turcos. Logo após, alista-se num Batalhão de artilharia e matricula-se na Academia Militar de West Point. Mas com o lançamento de uma compilação de poesias em 1831, desliga-se da Academia e corta relações com seu pai adotivo, devido ao casamento com outra mulher, o que teria deixado Poe muito contrariado.

Aos 22 anos, vivendo na miséria, publica Poemas. Já em Baltimore procura pelo irmão Willian e assiste a morte dele. Allan Poe passa a viver com uma tia muito pobre e viúva com duas filhas. Durante dois anos vive em miséria profunda. Mas vence dois concursos de poesias e o editor Thomaz White entrega-lhe a direção do "Southern Literary Messenger". Em 1833 lança Uma aventura sem paralelo de certo Hans Pfaal. Dirige a revista por dois anos. Allan Poe gozava de uma certa reputação com leitores assíduos.

Depois de sua vida estabilizada, aos 27 anos casa-se com sua prima de 13 anos, Virgínia Clemn. No ano de 1838 trabalha na Button’s Gentleman Magazine na companhia de sua esposa. O casal vivera na Filadélfia, Nova York e Fordham. Em 1847, sofre com a morte de sua esposa vitimada pela tuberculose. Em 1849, Allan Poe lança O Corvo. Eureka e Romance Cosmogônico lhe atribuem a fama necessária para provocar a censura da imprensa e da sociedade. Desiludido, volta para Richmore e depois vai para Nova York e entrega-se à bebida. Antes de seguir para a Filadélfia, resolve encontrar-se com velhos amigos. Na manhã seguinte, Poe é encontrado por um amigo em estado de profundo desespero, largado numa taberna sórdida, de onde o transportaram imediatamente para um hospital. Estava inconsciente e moribundo.

Ali permaneceu, delirando e chamando repetidamente por um misterioso "Reynolds", até morrer, na manhã do domingo seguinte, aos 39 anos e deixando uma vasta obra em sua vida de sacrifícios e desordem. Era 7 de outubro de 1849, e os Estados Unidos perdiam um de seus maiores escritores. Até hoje não se sabe ao certo o que tenha acontecido naquela noite. Teria o autor, sido vítima da loucura que em tantos contos narrou? Muitos afirmam que tenha sido vítima de uma quadrilha que o envenenou, mas o mais certo é que tenha tido uma overdose de ópio. Poe escreveu novelas, contos e poemas, exercendo larga influência em autores fundamentais como Baudelaire, Maupassant e Dostoievski. Mas admite-se que seu maior talento era em escrever contos. Escreveu contos de horror ou "gótico" e contos analíticos, policiais.

Os contos de horror apresentam invariavelmente personagens doentias, obsessivas, fascinadas pela morte, vocacionadas para o crime, dominadas por maldições hereditárias, seres que oscilam entre a lucidez e a loucura, vivendo numa espécie de transe, como espectros assustadores de um terrível pesadelo. Entre os contos, destacam-se O gato preto, Ligéia, Coração denunciador, A queda da casa de Usher, O poço e o pêndulo, Berenice e O barril de amontillado.

Os contos analíticos, de raciocínio ou policiais, entre os quais figuram os antológicos Assassinato de Maria Roget, Os crimes da Rua Morgue e A carta roubada, ao contrário dos contos de horror, primam pela lógica rigorosa e pela dedução intelectual que permitem o desvendamento de crimes misteriosos. Em seus contos, Poe se concentrava no terror psicológico, vindo do interior de seus personagens ao contrário dos demais autores que se concentravam no terror externo, no terror visual se valendo apenas de aspectos ambientais.

Geralmente, os personagens sofriam de um terror avassalador, fruto de suas próprias fobias e pesadelos, que quase sempre eram um retrato do próprio autor, que sempre teve sua vida regida por um cruel e terrível destino. Nenhum de seus contos é narrado em terceira pessoa, desse modo, vê-se como realmente é sempre "ele" que vê, que sente, que ouve e que vive o mais profundo e escandente terror. São relatos em que o delírio do personagem se mistura de tal maneira à realidade que não se consegue mais diferenciar se o perigo é concreto ou se trata apenas de ilusões produzidas por uma mente atormentada.

Em quase todos os contos, sempre há um mergulho, em certas profundezas da alma humana, em certos estados mórbidos da mente, em recônditos desvãos do subconsciente. Por esses aspectos a psicanálise lança-se ao estudo da obra de Poe, já que a mesma possui uma grande leva de exemplos que ilustram suas demonstrações. Independentemente desse aspecto, sua obra é lembrada pelo talento narrativo impressionante e impressivo, pela força criadora monumental e pela realização artística invejável, fazendo com que Edgar Allan Poe seja considerado um dos maiores autores de contos de terror

Quem é o narrador?
Edgar Allan Poe é um escritor que faz com que todas as suas histórias sejam narradas em 1ª pessoa do singular para o leitor pensar que foi ele mesmo quem vivenciou os fatos relatados.

Focalização:
O conto “O Gato Preto”é relatado na modalidade de Focalização Interna. Onde o narrador conta com detalhes como era a sua vida, o jeito como matou Plutão e sua esposa, a ocultação do cadáver e o encerramento do crime quando a policia descobre o assassinato com a ajuda do outro gato relatado na história.
 
O tempo:
Quando o autor narra o fato que já aconteceu e esse fato é dado como uma questão resolvida e encerrada, dá-se o nome de Narração Ulterior que foi usado no conto “O Gato Preto”.
Que espaço trabalhado:

De acordo com o conto, o espaço em que o narrador se refere é a sua casa, precisamente na adega da casa, onde todas as mais importantes ações citadas no texto são realizadas.

Vimos que o texto narrativo contém critérios de escrita e que devem ser obedecidos. No caso de conto “O Gato Preto”, é bem clara e abordagem de cada tema. Vimos também que Edgar Allan Poe é um místico escritor que narra as suas histórias como se ele mesmo tivesse vivido-as como se fosse um fato real, assim o leitor se interessa mais pela história contada.

Tia Gabi

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