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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A riqueza bizantina da Basílica de São Marcos em Veneza !

Ficheiro:Venice - St. Marc's Basilica 02.jpg


A Basílica de São Marcos (Basilica di San Marco, em italiano) é a mais famosa das igrejas de Veneza, Itália, e um dos melhores exemplos da arquitetura bizantina. Localizada na Praça de São Marcos (Piazza di San Marco), ao lado do Palácio dos Doges, a basílica é a sede da arquidiocese católica romana de Veneza desde 1807.



A primeira igreja construída no local foi um edifício temporário no Palácio dos Doges, construído em 828, quando mercadores venezianos adquiriram de Alexandria as supostas relíquias de São Marcos Evangelista. Em 832, um novo edifício foi erguido, no local da atual basílica; esta igreja foi incendiada durante uma rebelião em 976, reconstruída em 978 e, mais uma vez, em 1063, no que viria a ser a base do atual edifício.

Ficheiro:Veneto Venezia2 tango7174.jpg

A igreja apresenta uma planta em cruz grega, baseada nos exemplos de Basílica de Santa Sofia e da Basílica dos Apóstolos, ambas em Constantinopla. Possui um coro elevado acima de uma cripta. A planta do interior consiste em três naves longitudinais e três transversais. Um baldaquino cobre o altar principal, com colunas decoradas com relevos do século XI.

 O retábulo é a famosa Pala d´Oro - um trabalho em metal bizantino de 1105. Atrás do altar principal há um segundo altar com colunas de alabastro. Os cercados do coro, acima dos quais há três relevos de Sansovino, apresentam obra de marchetaria de Fra Sebastiano Schiavone. Os dois púlpitos de mármore da nave são decorados com estatuetas dos irmãos Massegne (1394).

Ficheiro:Pala D'OroII.jpg

A basílica foi consagrada em 1094, no mesmo ano em que o corpo de São Marcos foi supostamente reencontrado num pilar pelo Doge Vitale Falier. A cripta passou então a abrigar as relíquias até 1811. O edifício também possui uma torre baixa, que alguns pensam ter integrado o Palácio dos Doges original.

Embora a estrutura básica do edifício tenha sido pouco alterada, sua decoração mudou muito ao longo do tempo. Foi adornado ao longo do tempo, especialmente no século XIV, e era raro um navio veneziano voltar do oriente sem trazer uma coluna, capitéis ou frisos retirados de algum edifício antigo e destinados à igreja.

Ficheiro:San Alipio facade door of Saint Mark's Basilica of Venice.jpg

Aos poucos, a alvenaria exterior de tijolos foi recoberta com mármores e outros elementos, alguns mais antigos que o próprio prédio. Uma nova fachada foi erguida e os domos foram cobertos com estruturas mais altas em madeira, de modo a tornar o conjunto mais harmônico com o novo estilo gótico do Palácio dos Doges.

Por dentro, as paredes foram recobertas com mosaicos, numa mistura dos estilos bizantino e gótico; o piso, do século XII, é uma mistura de mosaico e mármore em padrões geométricos e desenhos de animais. Os mosaicos contêm ouro, bronze e uma grande variedade de pedras.

Ficheiro:Venezia SMarco RoodScreen.jpg

Os Cavalos de São Marcos foram acrescentados à basílica em torno de 1254. São obra da Antigüidade Clássica; alguns crêem que antes adornaram o Arco de Trajano. Foram enviados para Veneza em 1204 pelo Doge Enrico Dandolo, como parte do saque de Constantinopla na Quarta Cruzada. Foram retirados por Napoleão em 1797, mas devolvidos à basílica em 1815, onde permaneceram até os anos 1990. Encontram-se atualmente numa sala de exposições, havendo sido substituídos por réplicas em fibra de vidro


fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bas%C3%ADlica_de_S%C3%A3o_Marcos

Os tesouros da praça de São Marcos em Veneza !

Ficheiro:San Marco-00.jpg

A piza foi iniciada no século IX como área pequena frente à Basílica de São Marcos original. Foi estendida para a sua forma e tamanho atuais em 1177, quando o Rio Batario, que a limitava a oeste, e um porto que tinha isolado o Palácio Ducal da praça, foram aterrados. A reestruturação foi realizada para o encontro do Papa Alexandre III com o Imperador Frederico Barba-Roxa.

A praça tem sido sempre o centro de Veneza. Foi o local onde se deram todos os importantes eventos da história da República de Veneza, e é a base do arcebispado desde o século XIX. Foi o foco de muitos festivais e é um lugar imensamente popular na Itália.


Foi pavimentada em finais do século XIII com ladrilhos em padrão em espinha, com linhas que permitiam organizar o mercado e as muito frequentes procissões cerimoniais. Em 1723 os ladrilhos foram substituídos por um desenho geométrico mais complexo, composto por pedra vulcânica escura com padrões geométricos em pedra branca, a cargo do arquiteto veneziano Andrea Tirali, e esta oportunidade foi aproveitada para levantar a praça em aproximadamente um metro.



 
Em 1890 o pavimento renovou-se devido ao desgaste seguindo um desenho similar ao de Tirali, mas eliminou-se as ovais e cortou-se a esquina ocidental para acomodar melhor a Ala Napoleónica no final da praça.

O espaço aberto está dominada pelo Basílica de São Marcos, o Palácio Ducal de Veneza e o Campanário da Basílica que se ergue a um lado da praça.

Ponte dos Suspiros
 
A Ponte dos suspiros é uma ponte característica de Veneza, situado perto da Piazza San Marco em direção da Riva degli Schiavoni, que liga oPalazzo Ducale às Prigioni Nove, o primeiro edifício no mundo construído para ser uma prisão.
Conhecido em todo o mundo, fotografado pelos turistas provenientes de todos os lugares, lhe foi atribuído esse nome porque a lenda diz que, em tempos remotos, os prisioneiros (atravessando-a) suspiravam na ocasião de ver pela última vez o mundo externo.
 
Os edifícios ao redor da praça são, em sentido inverso ao dos ponteiros do relógio desde o Grande Canal, o Palácio Ducal, a Basílica de São Marcos, a Torre do Relógio de São Marcos, a Antiga Procuradoria, a Ala Napoleónica, a Nova Procuradoria, o Campanário de São Marcos, a Logetta e a Biblioteca Marciana. Grande parte do piso térreo das Procuradorias é ocupado por cafés, incluindo o Caffè Florian e o Gran Caffè Quadri. O Museu Correr e o Museu de Arqueologia estão situados em alguns edifícios da praça. A Casa da Moeda fica atrás da Biblioteca Marciana na margem do Grande Canal. Estas últimas construções foram completadas durante a ocupação napoleónica, embora o campanário tenha sido reconstruído posteriormente.

 
A Praça de São Marcos é o lugar mais baixo de Veneza, e quando a água sobe no Mar Adriático por tempestades ou excesso de chuva é o primeiro sítio a inundar-se. A água drena diretamente para o Grande Canal, o que é ideal quando chove, mas quando a maré sobe (em italiano, diz-se acqua alta) tem o efeito inverso, e a água do canal escoa para a praça.



fonte: http://pt.wikipedia.org/


Moises de Michelangelo - O profeta dos 10 mandamentos de Deus.





Moisés é uma das principais obras do artista renascentista Michelangelo. Conta-se que após terminar de esculpir a estátua de Moisés, Michelangelo passou por um momento de alucinação diante da beleza da escultura. Bateu com um martelo na estátua e começou a gritar: Porque não falas? (Perché non parli ?)


Segundo Ernest Fischer, no seu livro "A necessidade da arte" (capítulo II), esta obra não só personificava o ideal do homem do Renascimento ("a corporificação em pedra de uma nova personalidade consciente de si mesma"), como também se apresentava como um repto para que a sociedade de então encarnasse esse ideal - no fundo, o mesmo desejo de Moisés, ao trazer as tábuas da lei que deveriam reformar a sociedade do seu tempo.



Ao observar atentamente a estátua, pode-se verificar que Moisés possui um par de chifres acima os seus olhos, nascendo por baixo dos seus cabelos. Uma explicação para o sucedido poderá ser a tradução errada de karan em vez de keren que significa raios (de luz) em vez de cornos, feita por São Jerónimo para o latim.

A escultura está na igreja de San Pietro in Vincoli, Roma.


 

O Moisés de Michelangelo é mais outra colossal escultura criada pelo nosso grandioso artista.
Ele é uma das quarenta e duas esculturas criadas para compor o túmulo do papa Júlio II.

Moisés é outro personagem bíblico. É o legislador dos 10 mandamentos de Deus. Segundo a bíblia, Moisés subiu ao Monte Sinai para falar com Deus, orar pelo seu povo e dele recebeu as tábuas da lei contendo os mandamentos.

Por isso,Michelangelo retratou Moisés segurando em seus braços as tábuas da lei.
Diz a lenda que por parecer tão real esta escultura, Michelangelo ao terminar de esculpi-la bate com o cinzel nos joelhos dela e diz: "Agora Fale!"

 


Moisés é a mais instigante das esculturas de Michelangelo e mede 2,35 metros.

A postura do legislador hebreu retratada por Michelangelo instiga tanto que levanta suposições em estudiosos de artes e até mesmo no pai da psicanálise Sigmund Freud despertou inquietante atenção.
Freud dizia que sempre que ia para Roma visitava a escultura do profeta. Houve um tempo em que ele ia ver a imagem todos os dias a fim de analisá-la.

Alguns estudiosos dizem que Michelangelo retratou Moisés no momento em que ele desce do monte com as tábuas da lei nos braços e vê o povo adorando outro deus(o bezerro de ouro) e o choque da cena leva-o a quebrar as tábuas, e por isso o Moisés de Michelangelo tem o pé esquerdo levemente voltado na posição de quem estava prestes a se levantar.

De sua cabeça saem dois faixos de luz, que mais parecem ser dois chifres. Supõe-se que ao retratar Moisés com esta espécie de chifres na cabeça, Michelangelo tenha se baseado na tradução equivocada dos textos bíblicos do hebraico para o latim.

 
 
 

terça-feira, 25 de junho de 2013

A Capela Sistina (e sua saga)




A Capela Sistina deve seu nome ao Papa Sisto IV Della Rovere e foi inaugurada em 15 de agosto de 1483.O interior da capela consiste numa longa e única nave, cujas dimensões, 13,41m x 40,23m, correspondem as dimensões do Templo de Jerusalém. A divisão entre o presbitério e o corpo da capela, além das pinturas originais, são aspectos que atestam o desejo do Papa de criar uma versão renascentista das grandes basílicas romanas, sem entretanto deixar de lado a ligação da Igreja Católica com as tradições paleocristãs e medievais.

Capela Sistina – Visão Interna

Capela Sistina – Vista Externa
 
Em 10 de maio de 1508, Michelangelo começa o gigantesco trabalho de decoração da Capela, que lhe fora imposto pelo Papa Julio II, sobrinho de Sisto IV. A primeira atitude do artista é recusar o andaime construído especialmente para a obra por Bramante.
Determina que se faça outro, segundo suas próprias idéias.
Em segundo lugar, manda embora os pintores que lhe haviam sido dados como ajudantes e instrutores na técnica do afresco.
Terceiro, resolve pintar não só a cúpula da capela, mas também suas paredes.


Capela Sistina – Teto – Detalhe
 
Capela Sistina – Teto
 
O teto da Capela Sistina é um espaço de grande significado simbólico no Vaticano por ser onde se realizam as eleições papais. A Capela já era decorada com uma série de afrescos importantes nas paredes, e a tarefa de Michelangelo foi a de decorar o teto, pintado apenas de um azul pontilhado de estrelas.
Ainda sob o papado de Sisto IV, começaram as decorações das paredes. Pedro Perugino, Cosimo Roselli, Sandro Botticelli, Domenico Ghirlandaio, professor de Michelangelo, e Luca Signorelli pintaram quadros da vida de Moisés e de Jesus Cristo, além de uma série de Papas entre as janelas, seis no alto de cada parede lateral.
 
Afrescos
Afrescos inspirados em cenas do Velho e do Novo Testamento decoram as paredes laterais, assim como o teto. A Entrega das Chaves a São Pedro – Perugino

Precisamente, na parede esquerda, a partir do altar, estão as cenas do Velho Testamento a representar:
1 – Moisés a caminho do Egito e a circuncisão de seus filhos, obra de Pinturicchio;
2 – Cenas da Vida de Moisés, de Botticelli;
3 – Passagem do Mar Vermelho, de Cosimo Rosselli;
4 – Moisés no Monte Sinai e a Adoração do Bezerro de Ouro, de Rosselli;
5 – A Punição de Korah, Natan e Abiram, de Botticelli;
6 – A Morte de Moisés, de Lucas Signorelli.

Na parte direita, também a partir do altar, as cenas do Novo Testamento:
1 – O Batismo de Jesus, de Pinturicchio;
2 – Tentação de Cristo e a Purificação do Leproso, de Botticelli;
3 – Vocação dos Apóstolos, de Ghirlandaio;
4 – Sermão da Montanha, de Rosselli,
5 – A Entrega das Chaves a São Pedro, de Perugino;
6 – A Última Ceia, de Rosselli.

Entre as janelas, seis de cada lado, figuram 24 retratos de papas, pintados por Botticelli, Ghirlandaio e Fra Diamante. Rafael realizou uma série de tapeçarias que, em ocasiões especiais, vestem as paredes.
Capela Sistina – Parede Lateral
Michelangelo pintou a parte superior da parede onde ficam os janelões
 
A ideia inicial de Júlio II era de apenas doze grandes figuras dos Apóstolos, mas Michelangelo concebeu um conjunto de sete Apóstolos e mais as cinco sibilas da mitologia grecorromana, uma escolha bastante incomum mas não inteiramente inédita para um teto de capela.

Acrescentou ainda quarenta ancestrais de Cristo, uma longa série de cenas do Genesis, vários nus e outras figuras acessórias, compondo um grupo de trezentas figuras dividido em três grupos: a Criação da Terra por Deus, a Criação da Humanidade e sua queda e, por fim, a Humanidade representada por Noé.
Capela Sistina – Teto – Criação do Homem – Detalhe
As figuras exibem uma força e majestade sem precedentes na pintura ocidental. Todo o tom da obra é monumental, é grandiloquente sem ser puramente retórico, mas possuindo alta poesia, inaugurando uma forma inteiramente nova de representar o trágico, o heróico e o sublime, e também o movimento e o corpo humano.

 
Capela Sistina – Teto – Deus – Detalhe

Sua interpretação temática tem sido objeto de intenso debate desde o momento de sua apresentação pública, e muitos a tem comparado com um grande panorama da evolução humana dentro de um escopo cósmico, num entendimento do Antigo Testamento como uma preparação para a vinda de Cristo, ou como uma interpretação neoplatônica dos eventos bíblicos sob uma óptica de relacionamento Deus-Homem particularmente dramática.

Michelangelo anos mais tarde disse que a concepção da iconografia se devia a ele, mas para quem não tinha uma grande erudição nem sabia latim, a complexidade simbólica das cenas parece estar além de sua capacidade de conceituação. Hartt disse que tem sido sugerido que ele teve um conselheiro teológico na elaboração do programa temático do teto na pessoa de Marco Vigerio della Rovere, um franciscano parente do papa.

 As cenas são compostas sem relação espacial umas com as outras ou com as figuras laterais, e o painel não pode ser observado a partir de um único ponto de vista. É a fase do Michelangelo herói.
Tal como Prometeu, rouba ao Olimpo o fogo de sua genial inspiração, embora os abutres das vicissitudes humanas não deixem de acossá-lo. O trabalho avança muito lentamente. Por mais de um ano, o papa não lhe paga um centavo sequer. Sua família o atormenta com constantes pedidos de dinheiro. A substância frágil das paredes faz logo derreter as primeiras figuras que esboçara. Impaciente com a demora da obra, o papa constantemente vem perturbar-lhe a concentração para saber se o projeto frutificava.

O diálogo é sempre o mesmo:
- Quando estará pronta a minha capela?
- Quando eu puder!

Irritado, Júlio II faz toda a sorte de ameaças. Chega a agredir o artista a golpes de bengala, que tenta fugir de Roma. O papa pede desculpas e faz com que lhe seja entregue – por fim – a soma de 500 ducados. O artista retoma a tarefa. No dia de finados de 1512, Michelangelo retira os andaimes que encobriam a perspectiva total da obra e admite que o papa entre na capela. A decoração estava pronta.
A data dedicada aos mortos convinha bem a inauguração dessa pintura terrível, plena do Espírito do Deus que cria e que mata.

fonte: http://www.biografia.inf.br/

O Juízo Final (e infernal) de Michelangelo


Ficheiro:Rome Sistine Chapel 01.jpg
 Nada melhor que suas próprias idéias sobre pintura para definir essa obra e o homem que a criou:

“A boa pintura aproxima-se de Deus e une-se a Ele… Não é mais do que uma cópia das suas perfeições, uma sombra do seu pincel, sua música, sua melodia… Por isso não basta que o pintor seja um grande e hábil mestre de seu oficio. Penso ser mais importante a pureza e a santidade de sua vida, tanto quanto possível, a fim de que o Espírito Santo guie seus pensamentos…” Michelangelo


O Juízo Final é um afresco do pintor renascentista italiano Michelangelo Buonarroti medindo 13,7 m x 12,2 m, pintado na parede do altar da Capela Sistina. É, na visão do artista, uma representação do Juízo Final inspiradas na narrativa bíblica.

Nesta pintura, Michelangelo, que nascera no ano em que a capela foi construída, dedicou todo seu engenho e força de 1535 a 1541. Já havia travado um ardoroso combate com Júlio II durante o período de pintura do monumental Teto da Capela Sistina. Uma confrontação de dois espíritos fortes e audazes, sem dúvida. O trabalho fora encomendado pelo Papa Clemente VII, mas só com a morte deste teve início, já no pontificado de Paulo III, que ratificou o contrato.

O afresco ocupa inteiramente a parede atrás do altar. Para sua execução, duas janelas foram fechadas e algumas pinturas da época de Sisto IV apagadas: os primeiro retratos de Papas; a primeira cena da vida de Cristo e a primeira da vida de Moisés; uma imagem da Virgem da Assunção de Perugino, e as primeiras duas lunettes, onde o próprio Michelangelo havia pintado os ancestrais de Cristo.

A grandiosidade da personalidade do grande mestre se revela aqui, com toda sua potência, devido sobretudo à concepção e a força de realização da obra.


 
Aqui, Michelangelo não expressa vigorosamente o conceito de Justiça Divina, severa e implacável em relação aos condenados. O Cristo, parte central da composição, é o Juiz dos eleitos que sobem ao Céu por sua direita, enquanto os condenados, abaixo de sua esquerda, esperam Caronte e Minos.

A ressurreição dos mortos e os anjos tocando trombetas completam a composição.
 
O Juízo Final é um célebre afresco canônico, criado pelo renomado renascentista italiano Michelangelo, e está na parede do altar da Capela Sistina, no Vaticano. O trabalho precisou de quatro anos para ser concluído, começando em 1536 e sendo concluído em 1541, vinte anos após a conclusão do Teto da Capela Sistina. A obra é majestosa, com 13,7 metros de largura por 12,2 de altura, aproveita toda a parede que fica atrás do altar, e descreve a Segunda Vinda de Cristo e o Juízo Final, como narrado na Bíblia. As almas dos seres humanos ascendem ao Paraíso ou descem ao Inferno, dependendo de como são julgados por um Cristo cercado de santos importantes como Pedro, Catarina de Alexandria, Lourenço, Bartolomeu, Paulo e João Batista.


 
Esse afresco também é conhecido por toda a polêmica que causou, provocando longos debates entre os críticos da Contra-Reforma Católica e os que visualizaram a genialidade de Michelangelo e seu estilo maneirista. O artista foi acusado de ser extremamente insensível ao evento descrito, imprimindo um estilo muito pessoal e “inadequado” ao conteúdo da obra. O Concílio de Trento criou decretos expondo que tais “manipulações” de representações sacras não eram permitidas, e toda arte que tivesse essa característica era passível de censura e até destruição.
 Após o Mestre de Cerimônias do Papa, Biagio de Cesena, dizer que a pintura “era uma completa desgraça, por expor figuras despidas, provocando uma completa vergonha” e que não era uma obra para ficar numa capela, mas em “banheiros públicos e tavernas”, Michelangelo usou Minos, o Juíz do Submundo (no canto inferior direito da pintura) para fazer uma representação de Cesena, dando-lhe orelhas de burro, enquanto sua nudez foi coberta com uma cobra. Cesena reclamou com o Papa, que brincou dizendo que “sua jurisdição não se estendia até o Inferno, e que por isso nada podia fazer, e que a pintura continuaria na capela”.
A maioria das genitálias expostas foram cobertas após a morte de Michelangelo (1564), por Daniele da Volterra, outro artista maneirista, quando o Concílio de Trento condenou a nudez na arte sacra. O decreto dizia: “Toda superstição deverá ser removida. Toda lascividade deve ser evitada; de tal modo que as imagens não devem ser pintadas ou enfeitadas com referências à luxúria”. Além disso, nenhuma imagem sacra poderia ser exibida em público sem a autorização de um bispo.
Muitos teóricos acreditam que Michelangelo se retratou na pele esfolada de São Bartolomeu, demonstrando todo o desprezo que Michelangelo teria sentido ao ser contratado para pintar “O Juízo Final”. Apesar de ser uma teoria popular, a maior parte dos estudiosos da arte histórica refuta fortemente essa teoria.

Michelangelo costumava se desenhar de maneiras em que ele perdesse todo seu poder. Ele sempre foi um forte questionador sobre a morte, e do próprio Juízo Final, que é usado como uma das maiores referências de seu trabalho. Ao terminar o “Juízo Final”, Michelangelo já estava no fim dos seus 60 anos, e a pele descamada de Bartolomeu representaria o um renascimento. Também foi teorizado, que a figura de São Bartolomeu foi usada para descrever o escritor erótico e satírico Pietro Aretino, que tentou extorquir uma valiosa pintura de Michelangelo, mas essa teoria é amplamente refutada, pois esse conflito entre os dois não ocorreu até 1545, sete anos depois da conclusão de o “Juízo Final”.
O afresco foi restaurado junto com a abóbada da Capela Sistina entre os anos de 1980 e 1994, sob a supervisão de Frabrizio Mancinelli, curador do Museu do Vaticano. Durante o curso da restauração, foram removidas muitas censuras, expondo muitos detalhes da arte original de Michelangelo, que antes estavam escondidos sob fumaça por dezenas de anos.
Descobriu-se que a representação de Biagio de Cesena, como Minos e suas orelhas de burro, estava sendo atacada na genitália por uma cobra. Outra descoberta foi um indivíduo condenado ao Inferno, logo abaixo e à direita de São Bartolomeu, esse indivíduo por muito tempo foi tratado como masculino, mas após a remoção da folha de figo, descobriu-se que se tratava de uma figura feminina.
O foco principal da imensa composição é a figura de Cristo, que aparece no alto, no centro da parede, com um amplo espaço aberto abaixo.
Ficheiro:Michelangelo Buonarroti 004.jpg 
Capela Sistina – Juízo Universal – Detalhe – Cristo – Afresco – 1508
Sob o poder biblicamente intimidante de seu gesto, parece levantar-se um turbilhão que envolve por inteiro a cena celestial – santos e virgens, profetas, mártires, apóstolos. Podem ser identificados: São João Batista, na pele de camelo; São Pedro, com as chaves; Santo André, com uma cruz; São Lourenço, com a grelha; São Bartolomeu, segurando sua própria pele flácida na qual o artista pintou seu angustiante auto-retrato; São Simão, com a serra; São Basílio, com o pente para tratar a lã; Santa Catarina, com a roda; São Sebastião, com as flechas. O grande turbilhão poupa apenas a Virgem Maria, pintada em sua tristeza, e se estende para o alto e termina por circundar as cenas nas meias-luas – a “Exaltação da Cruz” e “Os instrumentos da Paixão”. Mais uma vez o gesto de Cristo representa a força gravitacional de um segundo turbilhão que se move violentamente para cima e para baixo criando um mar celestial no qual anjos e almas danadas, demônios e ressuscitados, parecem flutuar e se agitar. Colhidos no movimento estão também os eleitos – que sobem aos céus, do lado esquerdo – e as almas danadas – caindo do lado direito enquanto lutam em vão contra os anjos vingadores.

Capela Sistina – Juízo Final – A Salvação – Detalhe – Afresco – 1508
O “Juízo Universal”, por causa dos nus, quase foi destruído pela Inquisição. Os hipócritas da época decidiram chamar um pintor secundário, Daniel de Volterra, que teve a coragem de profanar uma obra prima. Volterra colocou roupas nos nus da pintura de Michelangelo e merecidamente, foi ridicularizado. Esta triste figura, junto com seus auxiliares, ficou conhecido na história como “Os Tapa Traseiros”.Embaixo, fora do turbilhão, há duas cenas separadas.No lado esquerdo a ressurreição dos mortos, que dolorosa e tortuosamente voltam à vida.




 

Capela Sistina – Juízo Universal – A Barca de Caronte – Detalhe – Afresco – 1508
No lado direito, Caronte e seu barco infernal resumem, no violento gesto do barqueiro e no anônimo amontoado de cadáveres, todo o desespero do inferno.
A Barca de Caronte
Os gregos e romanos da antiguidade acreditavam que essa era uma barca pequena na qual as almas faziam a travessia do Aqueronte, um rio de águas turbilhonantes que delimitava a região infernal. O nome desse rio veio de um dos filhos do Sol e da Terra, que por ter fornecido água aos titãs, inimigos de Zeus (Júpiter), foi por ele transformado em rio infernal. As suas águas negras e salobras corriam sob a terra em grande parte do seu percurso, donde o nome de rio do inferno, que também lhe davam. Caronte era um barqueiro velho e esquálido, mas forte e vigoroso, que tinha como função atravessar as almas dos mortos para o outro lado do rio. Porém, só transportava as dos que tinham tido seus corpos devidamente sepultados e cobrava pela travessia, daí o costume de se colocar uma moeda na boca dos defuntos. Segundo o mitólogo Thomas Bulfinch, ele “recebia em seu barco pessoas de todas as espécies, heróis magnânimos, jovens e virgens, tão numerosos quanto as folhas do outono ou os bandos de ave que voam para o sul quando se aproxima o inverno. Todos se aglomeravam querendo passar, ansiosos por chegarem à margem oposta, mas o severo barqueiro somente levava aqueles que escolhia, empurrando o restante para trás”.
Segundo a lenda, o barqueiro concordava apenas com o embarque das almas para as quais os vivos haviam celebrado as devidas cerimônias fúnebres, enquanto as demais, cujos corpos não haviam sido convenientemente sepultados, não podiam atravessar o rio, pois estavam condenadas a vagar pela margem do Aqueronte durante cem anos, para cima e para baixo, até que depois de decorrido esse tempo elas final-mente pudessem ser levadas.

Fontes:
http://www.casthalia.com.br/a_mansao/obras/michelangelo_juizo.htm
http://www.metodista.br/ppc/caminhando/caminhando-16/o-juizo-final-de-michelangelo
http://en.wikipedia.org/wiki/The_Last_Judgment_(Michelangelo)
http://www.biografia.inf.br/michelangelo-escultor-pintor-arquiteto.html#41

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A Loba Capitolina : símbolo de Roma

Estátua da loba capitolina. Segundo a lenda sobre a fundação de Roma, o animal teria amamentado os gêmeos Rômulo e Remo
O mito da fundação de Roma tem como protagonistas os gêmeos Rômulo e Remo. Abandonados em um cesto nas águas do Rio Tibre, eles foram salvos por uma loba, que os amamentou e os viu crescer. Adulto, Rômulo matou Remo e, em seguida, fundou Roma oito séculos antes de Cristo. A lenda de Rômulo e Remo voltou a ser assunto com o anúncio de que arqueólogos encontraram a gruta na qual os irmãos foram aleitados pela loba, de acordo com a crença dos antigos romanos. Ela foi localizada a 16 metros de profundidade, debaixo das ruínas do palácio do imperador Otávio Augusto, numa das encostas do Palatino, uma das sete colinas de Roma.

Autores clássicos, como os gregos Dionísio de Halicarnasso e Plutarco, relatam que os primeiros romanos a transformaram num templo. A gruta tornou-se palco de um ritual chamado Lupercália. Todo fevereiro, animais eram sacrificados em homenagem a Luperco – uma divindade associada ao Pã grego – e dois jovens do patriciado eram ungidos com sangue e leite de cabra. Acreditava-se que esse ritual garantia colheita farta e ajudava as mulheres a arranjar marido e a ter filhos. A tradição manteve-se até o século V, quando foi banida pela Igreja Católica.

Os textos de Dionísio e Plutarco, que apontavam estar a gruta situada próximo ao Palatino, levaram o arqueólogo italiano Rodolfo Lanciani a deduzir, no começo do século XX, que ela deveria estar sob as ruínas do palácio construído por Otávio Augusto, o primeiro imperador romano. Mas foi apenas há dois anos que os arqueólogos passaram a explorar o local com sondas subterrâneas. Em julho, um dos aparelhos detectou um espaço vazio, a 16 metros de profundidade. Era uma câmara circular, com 7 metros de altura e 6,5 de diâmetro, coberta por uma cúpula. Uma filmadora controlada a distância revelou os deslumbrantes mosaicos que cobrem o teto e as paredes, feitos de mármore e conchas. Estudos indicam que essa é mesmo a gruta reverenciada pelos antigos romanos como o local onde vivia a loba que salvou Rômulo e Remo.


A "loba capitolina", a escultura que representa Rômulo e Remo amamentados por esse animal e é símbolo de Roma, não é etrusca como se pensava, pois foi feita entre os séculos XI e XII, em plena Idade Média.
A prefeitura de Roma anunciou, como assinala a mídia italiana, que depois de anos de estudos ficou demonstrado que a "luperca", como também é conhecida, é 17 séculos mais jovem do que se supunha. A estátua, que se encontra sob a guarda dos Museus Capitolinos de Roma, e cuja cópia situada fora do museu e junto à prefeitura da capital romana é uma das mais fotografadas pelos turistas, era tida como sendo da época etrusca, mas quando foi restaurada em 1996 começaram as dúvidas sobre sua procedência.

Trata-se de uma figura em bronze, de 75 cm de altura e 1,14 m de comprimento , à qual em 1941 se acrescentaram as esculturas das crianças Rômulo e Remo sendo amamentadas pelo animal para representar a lenda da criação de Roma


 
Detalhe representando a Lupa Capitolina e Rômulo e Remo num alto-relevo de um pedestal datado do reinado de Trajano (98-117).
 

http://www.sohistoria.com.br/
http://bomlero.blogspot.com.br/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lupa_Capitolina

O Coliseu de Roma

O Coliseu é conhecido como o maior símbolo da cidade de Roma, e um dos melhores exemplos da engenharia e da arquitetura romana.
 

Construído entre os anos 70 e 90, o Coliseu foi uma obra iniciada por Vespasiano e inaugurada somente por Tito. De tamanho magnífico, a obra romana era capaz de hospedar 50 mil espectadores para os seus mais variados espetáculos. A princípio, era constituído de três andares, mas Alexandre Severo e Giordano III impulsionaram obras para acrescentar mais um andar e, assim, ampliar a capacidade da arena para 90 mil pessoas.

O Coliseu foi construído em um local que havia sido devastado pelo Grande Incêndio de Roma durante o governo de Nero. As obras, então, serviram para animar a população e também para integrar a tão famosa política do pão e circo. A construção passaria a abrigar os mais interessantes espetáculos da época, como luta de gladiadores e execuções. Para celebrar o fim das obras, Tito ordenou jogos iniciais, no ano 80. O fim do governo de Tito foi seguido por catástrofes como erupção, novo incêndio em Roma e surto de peste. Com a situação apaziguada, iniciaram-se cem dias de jogos para entreter a população e foi aí que o Coliseu foi tomado de uma série de atrações.

O Coliseu também é chamado de Anfiteatro Flaviano em função de uma grande estátua de Nero que ficava próximo ao local. Durante aproximadamente 500 anos sua utilização foi intensa. O monumento foi a sede principal dos espetáculos até o governo do imperador Honório, no século V. Nesta época, o Coliseu foi danificado por um terremoto que exigiu uma grande reforma do imperador Valentiniano III. O último registro que dá conta de sua utilização é referente ao século VI.

A partir daí, já iniciando a Idade Média, o Coliseu deixou de ser local de espetáculos e passou a ser utilizado para habitação, oficina, forte, pedreira, sede de ordens religiosas e templo cristão. Ao longo dos séculos XV e XVI, foi saqueado muitas vezes e, assim, perdeu-se muito dos materiais nobres que dele fizeram parte durante muito tempo. No século seguinte, XVII, o papa Bento XIV o declarou como lugar sagrado.

Por muito tempo, o Coliseu serviu de propaganda e difusão da filosofia da civilização romana. Hoje, trata-se da maior atração turística da cidade de Roma. Encontra-se, atualmente, em ruínas decorrentes de terremotos e pilhagens, mas ainda é o grande símbolo do Império Romano. Declarado como uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, está passando por um intenso processo de restauração
 
 
O Coliseu era utilizado para vários espetáculos durante o Império Romano e, hoje, é um dos principais pontos turísticos da Itália.
 
O Coliseu, como não estava inserido numa zona de encosta, enterrado, tal como normalmente sucede com a maioria dos teatros e anfiteatros romanos. Em vez disso, possuía um "anel" artificial de rocha à sua volta, para garantir sustentação e, ao mesmo tempo, esta substrutura serve como ornamento ao edifício e como condicionador da entrada dos espectadores. Tal como foi referido anteriormente, possuía três pisos, sendo mais tarde adicionado um outro.

É construído em mármore, pedra travertina, ladrilho e tufo (pedra calcária com grandes poros). A sua planta elíptica mede dois eixos que se estendem aproximadamente de 190 metros por 155 metros. A fachada compõe-se de arcadas decoradas com colunas dóricas, jónicas e coríntias, de acordo com o pavimento em que se encontravam. Esta subdivisão deve-se ao facto de ser uma construção essencialmente vertical, criando assim uma diversificação do espaço.

A arena (87,5 m por 55 m) possuía um piso de madeira, normalmente coberto de areia para absorver o sangue dos combates (certa vez foi colocada água na representação de uma batalha naval), sob o qual existia um nível subterrâneo com celas e jaulas que tinham acessos diretos para a arena.Alguns detalhes dessa construção, como a cobertura removível que poupava os espectadores do sol, são bastante interessantes, e mostram o refinamento atingido pelos construtores romanos.


Formado por cinco anéis concêntricos de arcos abóbadas, o Coliseu representa bem o avanço introduzido pelos romanos à engenharia de estruturas.Esses arcos são de concreto (de cimento natural) revestidos por alvenaria. Na verdade, a alvenaria era construída simultaneamente e já servia de forma para a concretagem.

Os assentos eram em mármore e a cavea, escadaria ou arquibancada, dividia-se em três partes, correspondentes às diferentes classes sociais: o podium, para as classes altas; as maeniana, sector destinado à classe média; e os portici, ou pórticos, construídos em madeira, para a plebe e as mulheres. O pulvinar, a tribuna imperial, encontrava-se situada no podium e era balizada pelos assentos reservados aos senadores e magistrados. Rampas no interior do edifício facilitavam o acesso às várias zonas de onde podiam visualizar o espectáculo, sendo protegidos por uma barreira e por uma série de arqueiros posicionados numa passagem de madeira, para o caso de algum acidente.

Por cima dos muros ainda são visíveis as mísulas, que sustentavam o velarium, enorme cobertura de lona destinada a proteger do sol os espectadores e, nos subterrâneos, ficavam as jaulas dos animais, bem como todas as celas e galerias necessárias aos serviços do anfiteatro.
 
O Coliseu atualmente é a maior atração turística de Roma, com milhares de turistas pagando para ver o interior da arena, embora a entrada seja subsidiada para cidadãos europeus, e grátis para europeus menores de 18 e maiores de 65 anos.

O Coliseu é lugar de cerimônias da Igreja Católica no século XX e século XXI. Por exemplo, a Via Crúcis, cerimônia realizada na Sexta-Feira Santa, tem uma das estações no Coliseu  .

Em 2012, foi anunciado que o Coliseu está a tombar de um lado: o sul do edifício tem menos 40 cm do que o lado norte, e os especialistas dizem que precisa de intervenção semelhante à que foi feita na Torre de Pisa .

Ficheiro:Colosseo di Roma panoramic.jpg
 
Os Jogos :
 
Na Roma antiga, para desviar a atenção da plebe da real situação governamental, instituiu-se a política do pão e circo, onde o Coliseu recebia uma multidão por dia para apreciar os sangrentos duelos entre os escravos fortes, obtidos em todas as colônias romanas, ou entre feras trazidas da Africa.
 
Além da conhecida história que dando ao povo espetáculo e a alimentação, gratuita, não haveriam revoltas ou questionamentos, a plebe adorava transitar entre os poderosos senadores e até mesmo perto da corte imperial romana.
 
Aos gladiadores cabia sempre a incerteza de saírem com vida da arena, pois tudo dependia de lutar bravamente, não se deixar ferir brutalmente e receber um positivo do imperador. Caso o sinal fosse negativo ele seria morto instantaneamente pelo outro gladiador.
 
Soterradas desde o século V, as masmorras subterrâneas eram o local onde gladiadores se preparavam para os combates mortais, como também os leões e tigres. Ficavam ali, também, os indivíduos destinados às execuções públicas.
Não só os gladiadores lutavam na arena, como também era o lugar onde os cristãos eram lançados aos leões para serem devorados. Para a inauguração, oito anos depois do início das obras iniciadas em 70 d.C., as festas e jogos duraram cem dias, durante os quais morreram mais de 9 mil animais e 2 mil gladiadores.
 
As atividades inaugurais do Coliseu foram a peleja entre os animais, as execuções dos criminosos e o combate entre gladiadores, alternados entre os períodos da manhã e tarde.
 
Esta barbárie durou quase 500 anos e muitos foram mortos para a alegria de uma multidão ensandecida e alienada.
 
O Coliseu de Roma foi construído durante o Império Romano, sobre o lago da casa de Nero, a Domus Áurea e ficou conhecido como Colosseo (Coliseu) porque ali foi achada a estátua gigante do imperador. Foi construído entre 70 e 80 da nossa era. Iniciado por Vespasiano e concluído por Domiciano - filho mais novo. Em sua construção foi usado mármore, ladrilho, tufo e pedra travertina.
 
As arquibancadas dividiam-se em três partes: o podium, para as classes altas; a meaniana, destinado à classe média; e os pórticos, para a plebe e as mulheres.
 
 
Para evitar problemas nos términos dos espetáculos, os arquitetos projetaram oitenta saídas. Em menos de três minutos, o Coliseu podia ser totalmente evacuado. Suas arquibancadas tinham capacidade para 50 mil pessoas, sentadas.
 
Embora esteja agora em ruínas devido a terremotos e saques, o Coliseu sempre foi visto como símbolo do Império Romano. Foi utilizado para entretenimento durante muitos anos tendo sido o último registro no ano de 523 d.C. E eleito como uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo em 2007. Patrimônio da Humanidade – conferido pela Unesco.
 
Este mosaico de Pompeia representa alguns dos espectáculos dos Jogos.


Os romanos não achavam mais graça em meras exibições de proezas atléticas; já era pouco. Então passaram a exigir - até dos pugilistas - que enrolassem nas mãos tiras de couro cheias de ferro ou chumbo.
As lutas entre gladiadores não eram absolutamente novidade, mas assumiram um carácter muito mais requintado de crueldade. Armados de lança ou de adaga, os dois gladiadores lutavam com o acompanhamento de gritos selvagens e pragas do público. Quando um dos combatentes caía ferido, incapaz de prosseguir na luta, era privilégio da multidão decidir se devia ser poupado ou se a adaga adversária deveria cumprir o papel e mergulhar no coração do vencido.
 
Se a arena ficasse muito embebida de sangue, era recoberta com uma camada de areia e o odioso espetáculo continuava. O Imperador Cômodo, indigno filho de Marco Aurélio, entrou na arena várias vezes, requestando os aplausos da multidão. Muitos gladiadores pertenciam à classes respeitáveis, não apenas escravos e execráveis.
 
 
Destino de um gladiador derrotado decidido pelo público.
 
 
 
Pintura de luta de gladiadores no Coliseu


Fontes:
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Gladiador
http://taisluso.blogspot.com.br/2011/09/coliseu-morte-por-diversao.html