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sábado, 10 de dezembro de 2011

Jan Steen: um dos grandes mestres de Interiores Holandeses

Ficheiro:Jan Steen 010.jpg                                                       
   Autorretrato (1660-63)


Steen nasceu numa família católica rica, que, por várias gerações, administrava uma taverna em Leiden.
Assim como seu contemporâneo mais famoso, Rembrandt van Rijn (1606 - 1669), Jan Steen formou-se na escola de latim da cidade natal. Recebeu suas lições de pintura do mestre alemão Nicolaes Knupfer (1603-1660), pintor de cenas históricas e figurativas de Utrecht. A influência de Knupfer pode ser vista no uso que o artista fez da composição e das cores. Outra fonte de influência do pintor foi Adriaen van Ostade (1610 - 1685), especializado em retratar cenas bucólicas, que vivera em Haarlem. Se Steen estudou em Ostade, é algo que não se sabe, na atualidade.

Ficheiro:Jan Steen 004.jpg
Na luxúria, preste atenção

Em 1648, juntou-se aos pintores da Guilda de São Lucas, uma guilda de pintores de Leiden, mas após ter se tornado um ajudante do pintor Jan van Goyen (1596-1656), conhecido por suas paisagens, mudou-se para viver em A Haia.

Em 3 de outubro de 1649, casou-se com Margriet, filha do mestre van Goyen, com quem teve oito filhos. Trabalhou com o sogro até 1654, quando mudou-se para Delft, onde abriu uma cervejaria chamada De Roscam ("O pente"), sem obter muito sucesso. Viveu depois em Warmond de 1656 a 1660 e em Haarlen deste ano até 1670, período que lhe foi especialmente produtivo.


A Família Feliz, de Jan Steen
Em 1670, após a morte de sua esposa no ano anterior e de seu pai neste ano, retornou para Leiden, onde ficou até o fim de sua vida. Casou-se novamente em abril de 1573 com Maria van Egmont, com quem teve mais um filho. Em 1674, foi escolhido presidente da Guilda de São Lucas. Foi sepultado no jazigo familiar em Pieterskerk.



Ser artista e dono de buteco são duas coisas que não podem dar muito certo, mas olhem como ele fazia bem as duas coisas, divertia-se observando e retratando o clima caótico e animado dos personagens. Obsevem como capta no semblante o que os figurantes estão sentindo. Obs: o cachoro quase sempre presente, com o ar de quem não esta entendendo nada.
A vida cotidiana foi um dos principais temas de Steen. Muitas das cenas que retratou eram tão animadas que pareciam caóticas. Em alguns casos, parece sugerir ao espectador que adote uma vida lúdica, embora também moralizante. Muitas de suas obras retratam provérbios e histórias neerlandesas. Usou membros de sua família como modelos e a si próprio em vários autorretratos, onde não demonstra possuir nenhuma vaidade. O mais relevante é o Autorretrato com alaúde, pertencente hoje ao Museu Thyssen-Bornemisza de Madrid e que ilustra o verbete.


Steen não se restringiu a estes gêneros: pintou ainda cenas históricas, mitológicas e religiosas, naturezas mortas e paisagens.O pintor não teve nenhum discípulo, mas seu trabalho foi fonte de inspiração para muitos outros artistas que o sucederam.



A Festa de São Nicolau,c.1665-1668, Jan Steen

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Jean-Honoré Fragonard : uma atmosfera de intimidade e erotismo.








Nome: Jean Honoré Fragonard
Nascimento: 05 de Abril de 1732
Falescimento: 22 de Agosto de 1806
Nacionalidade: Francês
Ocupação: Pintor
Periodo artístico: Rococó

Jean Honoré Fragonard foi um pintor francês, cujo estilo Rococó foi distinguido por sua notável facilidade, exuberancia e hedonismo.


Ele se destacou pela representação de cenas galantes da sociedade frívola que então imperava na corte da França. Fez quadros para a sala de jantar do Castelo de Versalhes e pintou, também, para Madame de Pompadour (Castelo de Bellevue) e para a dançarina La Guimard.

Com a Revolução, em 1789, sua clientela desapareceu e Fragonard teve uma velhice pobre, com um emprego no serviço do Museu. Faleceu completamente esquecido.

O pintor produziu mais de 550 pinturas (sem contar desenhos e aguas-fortes), das quais apenas cinco são datadas. Entre suas obras mais populares estão as pinturas de gênero , que transmitem uma atmosfera de intimidade e erotismo.

Obras de destaque: Destacamos aqui cinco importantes obras do autor: The Swing, Le verrou, The Reader e La visite à la nourrice e Inspiração (auto-retrato).



The Swing - Jean Honore Fragonard


Le verrou - Jean Honore Fragonard


The Reader - Jean Honore Fragonard


La visite à la nourrice - Jean Honore Fragonard

Inspiração (Auto-Retrato) - Jean Honore Fragonard

François Boucher


Nome: François Boucher
Nascimento: 29 de Setembro de 1703
Falescimento: 30 de Maio de 1770
Nacionalidade: Francês
Ocupação: Pintor
Periodo artístico: Rococó

François Boucher foi um pintor francês que embora tenha vivido num século dominado pelo Barroco, foi além desse estilo e identificou-se mais com Rococó e foi seguramente um dos pintores que melhor soube interpretar o espírito deste estilo artistico.

Suas pinturas eram cheias de encanto e sedução, repletas de ninfas nuas em cenas mitológicas e alegóricas.
Teve variados patronos, entre eles Madame de Pompaudour, da qual pintou um célebre retrato, exibido hoje na Alte Pinakothek de Munique , na Alemanha.

Obras de destaque: Destacamos aqui quatro importantes obras do autor: Odalisca, Retrato da Madame Pompadour, Diana in the bath, Rinaldo e Armida.

Odalisca - François Boucher


Diana in the bath - François Boucher


Rinaldo e Armida - François Boucher


Retrato de Madame Pompadour - François Boucher


Antoine Watteau: o difícil, irritável, introspectivo e inquieto talentoso pintor.








Nome: Antoine Watteau
Nascimento: 10 de Novembro de 1684
Falescimento: 18 de Julho de 1721
Nacionalidade: Francês
Ocupação: Pintor
Periodo artístico: Rococó

Jean-Antoine Watteau foi um grande pintor francês do movimento rococó. Tendo sido uma das principais figuras deste período artistico, destacou-se pelas suas pinturas de temas galantes e pastorais inspirados na commedia dell´arte.


Talento Watteau revelou já pequeno. Antes dos dez anos, ele rabiscava a lápis ou a carvão, fazendo esboços das coloridas cenas de sua cidade natal. Brueghel, Bosch e Rubens  foram suas principais inspirações, artistas que reconhecidamente se utilizavam da luz, sombra e de cores fortes em suas obras.

As suas paisagens campestres bucólicas são palco de festas, encontros e representações teatraisvonde suas pinceladas libertas representam os prazeres cotidianos da sociedade burguesa associados a uma grande variedade de trajes que fizeram moda.

Seus quadros são um retrato vivo e em movimento de uma época considerada decadente mas extremamente elegante e requintada.

Considerado um homem de gênio difícil, irritável, introspectivo e inquieto. Era distante por natureza e a bajulação de estranhos deixava-o impaciente. Como não se interessava por dinheiro, é provável que não desse o devido valor a seus quadros.

Conta-se que certa vez trocou dois quadros por uma peruca, e ainda ficou apreensivo, acreditando que o negociante pudesse vir a sentir-se lesado. Além disso, Watteau tinha tuberculose, o que o debilitou até o matar e que cuja angústia pode ser vista em seus quadros.

Obras de destaque: Destacamos aqui três importantes obras do autor: La Surprise, La gamme d´Amour, Love in the French Theatre.

 

La Surprise - Antoine Watteu 
 
La Gamme d´Amour - Antoine Watteau



Love in the French Theatre - Antoine Watteau

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O ESTILO ROCOCÓ

" O BALANÇO", Frgonard

Rococó é o estilo artístico que surgiu na França como desdobramento do barroco, mais leve e intimista que aquele e usado inicialmente em decoração de interiores. Desenvolveu-se na Europa do século XVIII, e da arquitetura disseminou-se para todas as artes. Vigoroso até o advento da reação neoclássica, por volta de 1770, difundiu-se principalmente na parte católica da Alemanha, na Prússia e em Portugal.

Os temas utilizados eram cenas eróticas ou galantes da vida cortesã (as fêtes galantes) e da mitologia, pastorais, alusões ao teatro italiano da época, motivos religiosos e farta estilização naturalista do mundo vegetal em ornatos e molduras.

O termo deriva do francês rocaille, que significa "embrechado", técnica de incrustação de conchas e fragmentos de vidro utilizadas originariamente na decoração de grutas artificiais.
Na França, o rococó é também chamado estilo Luís XV e Luís XVI.

Características gerais:

• Uso abundante de formas curvas e pela profusão de elementos decorativos, tais como conchas, laços e flores.
• Possui leveza, caráter intimista, elegância, alegria, bizarro, frivolidade e exuberante.

ARQUITETURA
Durante o Iluminismo, entre 1700 e 1780, o rococó foi a principal corrente da arte e da arquitetura pós-barroca. Nos primeiros anos do século XVIII, o centro artístico da Europa transferiu-se de Roma para Paris. Surgido na França com a obra do decorador Pierre Lepautre, o rococó era a princípio apenas um novo estilo decorativo.

Principais características:

• Cores vivas foram substituídas por tons pastéis, a luz difusa inundou os interiores por meio de numerosas janelas e o relevo abrupto das superfícies deu lugar a texturas suaves.
• A estrutura das construções ganhou leveza e o espaço interno foi unificado, com maior graça e intimidade.

Principal Artista:

Johann Michael Fischer, (1692-1766), responsável pela abadia beneditina de Ottobeuren, marco do rococó bávaro. Grande mestre do estilo rococó, responsável por vários edifícios na Baviera. Restaurou dezenas de igrejas, mosteiros e palácios.

ESCULTURA
Na escultura e na pintura da Europa oriental e central, ao contrário do que ocorreu na arquitetura, não é possível traçar uma clara linha divisória entre o barroco e o rococó, quer cronológica, quer estilisticamente.

Mais do que nas peças esculpidas, é em sua disposição dentro da arquitetura que se manifesta o espírito rococó. Os grandes grupos coordenados dão lugar a figuras isoladas, cada uma com existência própria e individual, que dessa maneira contribuem para o equilíbrio geral da decoração interior das igrejas.

Principais Artistas:
Johann Michael Feichtmayr,
(1709-1772), escultor alemão, membro de um grupo de famílias de mestres da moldagem no estuque, distinguiu-se pela criação de santos e anjos de grande tamanho, obras-primas dos interiores rococós.
Ignaz Günther,
(1725-1775), escultor alemão, um dos maiores representantes do estilo rococó na Alemanha. Suas esculturas eram em geral feitas em madeira e a seguir policromadas. "Anunciação", "Anjo da guarda", "Pietà".
PINTURA
Durante muito tempo, o rococó francês ficou restrito às artes decorativas e teve pequeno impacto na escultura e pintura francesas. No final do reinado de Luís XIV, em que se afirmou o predomínio político e cultural da França sobre o resto da Europa, apareceram as primeiras pinturas rococós sob influência da técnica de Rubens.

Principais Artistas:
Antoine Watteau, (1684-1721), as figuras e cenas de Watteau se converteram em modelos de um estilo bastante copiado, que durante muito tempo obscureceu a verdadeira contribuição do artista para a pintura do século XIX.




François Boucher, (1703-1770), as expressões ingênuas e maliciosas de suas numerosas figuras de deusas e ninfas em trajes sugestivos e atitudes graciosas e sensuais não evocavam a solenidade clássica, mas a alegre descontração do estilo rococó. Além dos quadros de caráter mitológico, pintou, sempre com grande perfeição no desenho, alguns retratos, paisagens ("O casario de Issei") e cenas de interior ("O pintor em seu estúdio").


Jean-Honoré Fragonard, (1732-1806), desenhista e retratista de talento, Fragonard destacou-se principalmente como pintor do amor e da natureza, de cenas galantes em paisagens idílicas. Foi um dos últimos expoentes do período rococó, caracterizado por uma arte alegre e sensual, e um dos mais antigos precursores do impressionismo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Rococó


Rococó é o estilo artístico que surgiu na França como desdobramento do barroco, mais leve e intimista que aquele e usado inicialmente em decoração de interiores.

Desenvolveu-se na Europa do século XVIII, e da arquitetura disseminou-se para todas as artes. Vigoroso até o advento da reação neoclássica, por volta de 1770, difundiu-se principalmente na parte católica da Alemanha, na Prússia e em Portugal.

Os temas utilizados eram cenas eróticas ou galantes da vida cortesã (as fêtes galantes) e da mitologia, pastorais, alusões ao teatro italiano da época, motivos religiosos e farta estilização naturalista do mundo vegetal em ornatos e molduras.

O termo deriva do francês rocaille, que significa "embrechado", técnica de incrustação de conchas e fragmentos de vidro utilizadas originariamente na decoração de grutas artificiais.

Na França, o rococó é também chamado estilo Luís XV e Luís XVI.

Características gerais:

· Uso abundante de formas curvas e pela profusão de elementos decorativos, tais como conchas, laços e flores.
· Possui leveza, caráter intimista, elegância, alegria, bizarro, frivolidade e exuberante.

ARQUITETURA

Durante o Iluminismo, entre 1700 e 1780, o rococó foi a principal corrente da arte e da arquitetura pós-barroca. Nos primeiros anos do século XVIII, o centro artístico da Europa transferiu-se de Roma para Paris. Surgido na França com a obra do decorador Pierre Lepautre, o rococó era a princípio apenas um novo estilo decorativo.

Principais características:

· Cores vivas foram substituídas por tons pastéis, a luz difusa inundou os interiores por meio de numerosas janelas e o relevo abrupto das superfícies deu lugar a texturas suaves.
· A estrutura das construções ganhou leveza e o espaço interno foi unificado, com maior graça e intimidade.


Principal Artista:

Johann Michael Fischer, (1692-1766), responsável pela abadia beneditina de Ottobeuren, marco do rococó bávaro. Grande mestre do estilo rococó, responsável por vários edifícios na Baviera. Restaurou dezenas de igrejas, mosteiros e palácios.


ESCULTURA

Na escultura e na pintura da Europa oriental e central, ao contrário do que ocorreu na arquitetura, não é possível traçar uma clara linha divisória entre o barroco e o rococó, quer cronológica, quer estilisticamente.

Mais do que nas peças esculpidas, é em sua disposição dentro da arquitetura que se manifesta o espírito rococó. Os grandes grupos coordenados dão lugar a figuras isoladas, cada uma com existência própria e individual, que dessa maneira contribuem para o equilíbrio geral da decoração interior das igrejas.


Principais Artistas:

Johann Michael Feichtmayr, (1709-1772), escultor alemão, membro de um grupo de famílias de mestres da moldagem no estuque, distinguiu-se pela criação de santos e anjos de grande tamanho, obras-primas dos interiores rococós.


Ignaz Günther, (1725-1775), escultor alemão, um dos maiores representantes do estilo rococó na Alemanha. Suas esculturas eram em geral feitas em madeira e a seguir policromadas. "Anunciação", "Anjo da guarda", "Pietà".

PINTURA

Durante muito tempo, o rococó francês ficou restrito às artes decorativas e teve pequeno impacto na escultura e pintura francesas. No final do reinado de Luís XIV, em que se afirmou o predomínio político e cultural da França sobre o resto da Europa, apareceram as primeiras pinturas rococós sob influência da técnica de Rubens.

Principais Artistas:

Antoine Watteau, (1684-1721), as figuras e cenas de Watteau se converteram em modelos de um estilo bastante copiado, que durante muito tempo obscureceu a verdadeira contribuição do artista para a pintura do século XIX.




François Boucher, (1703-1770), as expressões ingênuas e maliciosas de suas numerosas figuras de deusas e ninfas em trajes sugestivos e atitudes graciosas e sensuais não evocavam a solenidade clássica, mas a alegre descontração do estilo rococó.

Além dos quadros de caráter mitológico, pintou, sempre com grande perfeição no desenho, alguns retratos, paisagens ("O casario de Issei") e cenas de interior ("O pintor em seu estúdio"). 



Jean-Honoré Fragonard , (1732-1806), desenhista e retratista de talento, Fragonard destacou-se principalmente como pintor do amor e da natureza, de cenas galantes em paisagens idílicas. Foi um dos últimos expoentes do período rococó, caracterizado por uma arte alegre e sensual, e um dos mais antigos precursores do impressionismo.