Mostrando postagens com marcador ARTE PRÉ-HISTÓRICA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ARTE PRÉ-HISTÓRICA. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de maio de 2011

ARTE PRÉ-HISTÓRICA: RUPESTRE

  Um dos períodos mais fascinantes da história humana é a Pré-História. Esse período não foi registrado por nenhum documento escrito, pois é exatamente a época anterior à escrita. Tudo o que sabemos dos homens que viveram nesse tempo é o resultado da pesquisa de antropólogos, historiadores e dos estudos da moderna ciência arqueológica, que reconstituíram a cultura do homem.

Divisão da Pré-História:       
    
Paleolítico  -  a principal característica dos desenhos da Idade da Pedra Lascada é o naturalismo. O artista  pintava os seres, um animal, por exemplo, do modo como o via de uma determinada perspectiva, reproduzindo a natureza tal qual sua vista captava.


Atualmente, a explicação mais aceita é que essa arte era realizada por caçadores, e que fazia parte do processo de magia por meio do qual procurava-se interferir na captura de animais, ou seja, o pintor-caçador do Paleolítico supunha ter poder sobre o animal desde que possuísse a sua imagem.

Acreditava que poderia matar o animal verdadeiro desde que o representasse ferido mortalmente num desenho. Utilizavam as pinturas rupestres, isto é, feitas em rochedos e paredes de cavernas. O homem deste período era nômade.


Os artistas do Paleolítico Superior realizaram também trabalhos em escultura. Mas, tanto na pintura quanto na escultura, nota-se a ausência de figuras masculinas. Predominam figuras femininas, com a cabeça surgindo como prolongamento do pescoço, seios volumosos, ventre saltado e grandes nádegas. Destaca-se: Vênus de Willendorf.
                         
 
PALEOLÍTICO INFERIOR
  • aproximadamente 5.000.000 a 25.000 a.C.;
  • primeiros hominídios;
  • caça e coleta;
  • controle do fogo; e
  • instrumentos de pedra e pedra lascada, madeira e ossos: facas, machados.
PALEOLÍTICO SUPERIOR
  • instrumentos de marfim, ossos, madeira e pedra: machado, arco e flecha, lançador de dardos, anzol e linha; e
  • desenvolvimento da pintura e da escultura.
                                              
Neolítico - a fixação do homem da Idade da Pedra Polida, garantida pelo cultivo da terra e pela manutenção de manadas, ocasionou um aumento rápido da população e o desenvolvimento das primeiras instituições, como família e a divisão do trabalho.


Assim, o homem do Neolítico desenvolveu a técnica de tecer panos, de fabricar cerâmicas e construiu as primeiras moradias, constituindo-se os primeiros arquitetos do mundo. Conseguiu ainda, produzir o fogo através do atrito e deu início ao trabalho com metais.

         
Todas essas conquistas técnicas tiveram um forte reflexo na arte. O homem, que se tornara um camponês, não precisava mais ter os sentidos apurados do caçador do Paleolítico, e o seu poder de observação foi substituído pela abstração e racionalização. Como conseqüência surge um estilo simplificador e geometrizante, sinais e figuras mais que sugerem do que reproduzem os seres. Os próprios temas da arte mudaram: começaram as representações da vida coletiva.

 
Além de desenhos e pinturas, o artista do Neolítico produziu uma cerâmica que revela sua preocupação com a beleza e não apenas com a utilidade do objeto, também esculturas de metal.
Desse período temos as construções denominadas dolmens. Consistem em duas ou mais pedras grandes fincadas verticalmente no chão, como se fossem paredes, e uma grande pedra era colocada horizontalmente sobre elas, parecendo um teto. E o menir que era monumento megalítico que consiste num único bloco de pedra fincado no solo em sentido vertical.


O Santuário de Stonehenge, no sul da Inglaterra, pode ser considerado uma das primeiras obras da arquitetura que a História registra. Ele apresenta um enorme círculo de pedras erguidas a intervalos regulares, que sustentam traves horizontais rodeando outros dois círculos interiores. No centro do último está um bloco semelhante a um altar.


O conjunto está orientado para o ponto do horizonte onde nasce o Sol no dia do solstício de verão, indício de que se destinava às práticas rituais de um culto solar. Lembrando que as pedras eram colocadas umas sobre as outras sem a união de nenhuma argamassa.



NEOLÍTICO
  • aproximadamente 10.000 a 5.000 a.C.
  • instrumentos de pedra polida, enxada e tear;
  • início do cultivo dos campos;
  • artesanato: cerâmica e tecidos;
  • construção de pedra; e
  • primeiros arquitetos do mundo.
IDADE DOS METAIS
  • aproximadamente 5.000 a 3.500 a.C.
  • aparecimento de metalurgia;
  • aparecimento das cidades;
  • invenção da roda;
  • invenção da escrita; e
  • arado de bois.





As Cavernas
 

Antes de pintar as paredes da caverna, o homem fazia ornamentos corporais, como colares, e, depois magníficas estatuetas, como as famosas “Vênus”.
Existem várias cavernas pelo mundo, que demonstram a pintura rupestre, algumas delas são:

Caverna de ALTAMIRA, Espanha, quase uma centena de desenhos feitos a 14.000 anos, foram os primeiros desenhos descobertos, em 1868. Sua autenticidade, porém, só foi reconhecida em 1902.

Caverna de LASCAUX, França, suas pinturas foram achadas em 1942, têm 17.000 anos. A cor preta, por exemplo, contém carvão moído e dióxido de manganês.

Caverna de CHAUVET, França, há ursos, panteras, cavalos, mamutes, hienas, dezenas de rinocerontes peludos e animais diversos, descoberta em 1994.

Gruta de RODÉSIA, África, com mais de 40.000 anos.

Parque Nacional Serra da Capivara - Sudeste do Estado do Piauí, ocupando áreas dos municípios de São Raimundo Nonato, João Costa, Brejo do Piauí e Coronel José Dias. Nessa região encontra-se uma densa concentração de sítios arqueológicos, a maioria com pinturas e gravuras rupestres.
 
Para saber mais visite: http://www.fumdham.org.br/parque.asp
 
Onde havia gente - Os arqueólogos já encontraram vários registros de seres humanos pré-históricos que viviam no Brasil há pelo menos 11.000 anos:



Curiosidades:
"O trajeto marítimo do Homo erectus" e "Os ancestrais do homem moderno":

domingo, 10 de abril de 2011

ARTE PRÉ-HISTÓRICA BRASILEIRA

Do francês rupestre, o termo designa gravação, traçado e pintura sobre suporte rochoso, qualquer que seja a técnica empregada, pelos habitantes da pré-história. Considerada a expressão artística mais antiga da humanidade, a arte rupestre é realizada em cavernas, grutas ou ao ar livre.

 

O termo "registro rupestre" é a definição que tenta substituir entre os arqueólogos a consagrada expressão "arte rupestre", que é a primeira manifestação artística do homem.
O pintor que retratou nas rochas os fatos mais relevantes da sua existência, tinha um conceito estético do seu mundo e da sua circunstância. A intenção prática da sua pintura podia ser diversificada, variando desde a magia ao desejo de historiar a vida do seu grupo, porém, de qualquer forma, o pintor certamente desejava que o desenho fosse "belo" segundo seus próprios padrões estéticos.

 



As primeiras manifestações estéticas estão representadas por pequenos objetos de osso e pedra ou estampadas nas paredes rochosas com tintas vegetais ou minerais nos cinco continentes. O surgimento da arte pré-histórica como um florescer simultâneo em várias partes do mundo tem a ver com os processos da evolução e o aumento da capacidade craniana, ou seja, o aumento do volume do cérebro que permitiria o desenvolvimento dos processos de abstração no gênero homo.

Considerando-se que o homem tem mais de dois milhões de anos e que a arte pré-histórica começou há 30.000, podemos aceitar que a arte rupestre seja "uma arte moderna".

 
Pintura rupestre do Piauí

A magia propiciatória da caça, o culto à fertilidade e a iniciação sexual têm sido os temas favoritos no registro figurativo. No Brasil as pinturas são feitas nas rochas, usando-se do ocre para executá-las (gordura vegetal e animal) na maioria das vezes. E ficaram registradas ao longo de muitos anos.

Pintura rupestre do Rio Grande do Norte

Como afirma Anne-Marie Pessis, que “Durante o período inicial do estilo Serra da Capivara, a região era pouco habitada. Sabemos que outros grupos, minoritários, partilharam o mesmo espaço junto às comunidades culturais de Serra da Capivara. Grupos que não tinham o domínio da técnica gráfica, mas que incorporaram às suas culturas esta prática rupestre das comunidades dominantes. Estas populações seriam responsáveis por outra tradição de pintura rupestre existente no Nordeste do Brasil, a tradição Agreste”. (PESSIS, 1989: 14/15).
As pinturas rupestres seriam o registro da história social dos habitantes daquele período. Onde lhes era possível afixarem seus costumes e práticas cotidianas. Costumes que permitiriam outros grupos ou futuras gerações de seus próprios grupos utilizam-se destas informações registradas.


Rondônia

Estas ações sociais que retratariam, então, a nosso ver, parte do cotidiano da época como caça, danças, rituais, lutas territoriais, animais que viviam naquele momento – um cotidiano muito parecido com o nosso atualmente, onde precisamos lutar para garantir o que nos pertence por direito – dos grafismos puros (que não temos condições de interpretar), cenas de sexo e cenas de brincadeiras, entre outras.

Todos os grupos humanos têm sua própria cultura e interagem. Isso significa que, além de se manifestarem culturalmente, ainda transmitem seus conhecimentos por meio da cultura produzida por estes grupos humanos das mais diferentes formas estéticas, e por meios educativos.

A partir destas cenas podemos, então, depreender que houve sim no território brasileiro, como em outros locais do mundo, história e educação muito antes de 1500.

Serra da Capivara - Piauí

O Brasil com sua imensa extensão territorial teria também uma grande complexidade de formas, estilos de pinturas e locais pintados, auxiliando a comprovar que as escolas rupestres teriam se disseminado.

As pinturas nos mostram, desde muito tempo, que devemos lutar e muito para que a nossa sobrevivência garanta-se. E que sem esta nada conseguimos. E, ainda, que por meio da educação social esta luta torna-se mais fácil de ser vencida.
O humano só se faz em sua plenitude por meio de lutas. E os primeiros habitantes do Brasil já sabiam disto – assim como também nos sabemo - para que possamos compreender melhor a nossa própria historia antiga e ver nela um reflexo para o nosso cotidiano.




Seridó - Rondônia

Façamos em nossas vidas muitas lutas políticas, sociais, culturais e para a sobrevivência, como já fazemos em nossas praticas cotidianas de educadores sociais que somos. Façamos, também, nossas festas, viagens e passeios, entre outras práticas sociais em nome de nossos prazeres como nos mostram os antigos habitantes de nosso Brasil que viveram muito bem, relacionando-se entre si, com o meio ambiente e com os outros grupos humanos que aqui viveram.

Fontes:
http://www.espacoacademico.com.br/041/41cjustamand.htm